sábado, 27 de outubro de 2012
Maturidade
Os anos que passam não nos envelhecem; amadurecem. A maturidade traz serenidade, confiança e também alguns questionamentos. Avaliamos nossas atitudes, pensamos se fizemos tudo o que pudemos ou deveríamos. Algumas coisas que antes eram importantes, hoje, já não são mais. Buscamos mais o sossego, perdemos algumas ilusões, substituímos interesses por momentos de um prazer mais comedido. Tudo isso faz parte da nossa jornada pela vida e é natural. Mas precisamos estar atentos. Não é porque os anos passam, que a alegria tem que passar com eles. Enquanto a idade avança, devem avançar também nossas esperanças e anseios. Não perder o bom-humor, a descontração e a alegria são meios de manter sempre a juventude, porque o espírito nunca envelhece, embora, em essência, já seja bastante velho. Jovialidade é um atributo da alma que encara a vida com alegria e sabe sorrir para si mesma. Sejamos todos assim, sempre.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Traição, Perdão...
Rosana Braga
O dito popular afirma: quem nunca foi, está sendo ou um dia será! Mas eu, particularmente, não considero a traição tão inevitável assim! Além do mais, como se trata de uma situação que não depende de nosso controle, melhor mesmo é se concentrar em possibilidades pessoais.
E tem mais: antes de entrar na grande questão, sobre perdoar ou não perdoar, vale esclarecer melhor o conceito. Trair é, por definição, enganar o outro. Ou seja, é fazer o outro acreditar que você age de uma determinada maneira quando, na verdade, age de outra! Portanto, o grande problema da traição não é exatamente com quem você está ou não, quem você beija ou com quem você transa, mas, sim, o fato de estar mentindo e enganando algum ou alguns dos envolvidos nessa trama amorosa.
Pra esclarecer melhor a minha teoria, vou contar o que sempre digo a um amigo que defende a traição. Ele é casado e sai com outras mulheres. Dependendo do caso, chega a ficar longos meses com a mesma mulher, embora mantenha sua vida amorosa com a esposa e dê escapadas extraconjugais e extra-amante fixa.
Ao abordarmos o assunto, sempre deixo claro que não concordo com a atitude dele. E ele argumenta: essas relações paralelas são apenas diversão, e terminam fazendo bem à minha relação. Fico mais tranqüilo e mais carinhoso com a minha mulher!
Pois muito bem! Como não quero entrar no mérito da questão, abordando detalhes do relacionamento dele, procuro ser prática e objetiva: se você está sendo sincero comigo e realmente acredita que não há nada de errado em manter relações paralelas, então, por que precisa mentir para sua esposa? Diga isso a ela, defenda a sua teoria e explique por que age dessa forma. Convença-a dos benefícios e seja verdadeiro. Ao menos, assim, ela saberá quem você é realmente e poderá escolher se quer continuar com você ou não!
Mas vou um pouco adiante! Além disso, se você realmente acredita que esse tipo de comportamento faz bem à relação, então, suponho que não se importaria se ela fizesse o mesmo. Ou seja, se saísse com outros homens para se divertir, tornando-se mais tranqüila e carinhosa com você!.
Mas, estranhamente, ele sempre retruca: De jeito nenhum! Se descobrir que ela me trai, está tudo acabado!. E, assim, sinto-me ainda mais propensa a reafirmar: o que mais importa numa relação não é o fato de jamais ter cometido um erro ou jamais ter magoado o outro. Isso, sim, é inevitável, considerando o grau de envolvimento, entrega e intimidade que permeia um relacionamento amoroso.
O que mais importa é a coerência entre o que você diz e o que faz. É o nível de verdade que existe naquilo que você está se propondo a viver. É o comprometimento que cada um dos envolvidos tem com cada detalhe desta importante escolha, que é dividir sua vida com outra pessoa!
Portanto, se você está vivendo uma situação dolorosa, sentindo-se traído, tendo descoberto um erro e uma mentira de seu parceiro, acredite: não existe uma resposta certa e uma resposta errada que sirva para todas as relações.
Para decidir se você vai perdoar ou não, se vai continuar ou não nessa relação depois do que aconteceu, sugiro que você se faça algumas perguntas fundamentais e tente responder com o coração, baseando-se naquilo que sente de mais real, de menos contaminado pela raiva ou pela dor que, provavelmente, queima dentro de você!
- Apesar desse erro, o que existe de bom e que vale a pena nesta pessoa e nesta relação?
- Você gostaria de dar a si mesmo a chance de tentar fazer dar certo mais uma vez?
- Quanto você consegue reconhecer de seu nisso tudo. Ou melhor, você também comete erros. Quanto consegue compreender o que o outro fez a partir dessa autopercepção?
- Saiba: você pode conseguir perdoar, mas esquecer só será possível se você vier a sofrer algum tipo de perda de memória que apague esse acontecimento de seu cérebro. Caso contrário, essa lembrança continuará viva como a de qualquer outra ocasião relevante de sua vida. Você vai precisar aprender a lidar com ela!
- Ao fazer um balanço, caso descubra que as dores e as mágoas são bem maiores que o respeito, a admiração e a confiança, pergunte-se: o que você está ganhando ao ficar nesta relação? Porque ninguém fica numa situação onde não esteja ganhando absolutamente nada!
Por fim, lembre-se que toda dor e toda raiva vai amenizar com o tempo e que a lucidez tende a ser maior com o passar dos dias. Então, não aja de modo precipitado e nem seja radical ou implacável consigo ou com o outro. Espere até recuperar-se do choque e, somente então, pense no que quer fazer. No final das contas, a vida –incluindo as maiores dores contidas nela– sempre nos oferece aprendizados incríveis e surpresas impagáveis.
O dito popular afirma: quem nunca foi, está sendo ou um dia será! Mas eu, particularmente, não considero a traição tão inevitável assim! Além do mais, como se trata de uma situação que não depende de nosso controle, melhor mesmo é se concentrar em possibilidades pessoais.
E tem mais: antes de entrar na grande questão, sobre perdoar ou não perdoar, vale esclarecer melhor o conceito. Trair é, por definição, enganar o outro. Ou seja, é fazer o outro acreditar que você age de uma determinada maneira quando, na verdade, age de outra! Portanto, o grande problema da traição não é exatamente com quem você está ou não, quem você beija ou com quem você transa, mas, sim, o fato de estar mentindo e enganando algum ou alguns dos envolvidos nessa trama amorosa.
Pra esclarecer melhor a minha teoria, vou contar o que sempre digo a um amigo que defende a traição. Ele é casado e sai com outras mulheres. Dependendo do caso, chega a ficar longos meses com a mesma mulher, embora mantenha sua vida amorosa com a esposa e dê escapadas extraconjugais e extra-amante fixa.
Ao abordarmos o assunto, sempre deixo claro que não concordo com a atitude dele. E ele argumenta: essas relações paralelas são apenas diversão, e terminam fazendo bem à minha relação. Fico mais tranqüilo e mais carinhoso com a minha mulher!
Pois muito bem! Como não quero entrar no mérito da questão, abordando detalhes do relacionamento dele, procuro ser prática e objetiva: se você está sendo sincero comigo e realmente acredita que não há nada de errado em manter relações paralelas, então, por que precisa mentir para sua esposa? Diga isso a ela, defenda a sua teoria e explique por que age dessa forma. Convença-a dos benefícios e seja verdadeiro. Ao menos, assim, ela saberá quem você é realmente e poderá escolher se quer continuar com você ou não!
Mas vou um pouco adiante! Além disso, se você realmente acredita que esse tipo de comportamento faz bem à relação, então, suponho que não se importaria se ela fizesse o mesmo. Ou seja, se saísse com outros homens para se divertir, tornando-se mais tranqüila e carinhosa com você!.
Mas, estranhamente, ele sempre retruca: De jeito nenhum! Se descobrir que ela me trai, está tudo acabado!. E, assim, sinto-me ainda mais propensa a reafirmar: o que mais importa numa relação não é o fato de jamais ter cometido um erro ou jamais ter magoado o outro. Isso, sim, é inevitável, considerando o grau de envolvimento, entrega e intimidade que permeia um relacionamento amoroso.
O que mais importa é a coerência entre o que você diz e o que faz. É o nível de verdade que existe naquilo que você está se propondo a viver. É o comprometimento que cada um dos envolvidos tem com cada detalhe desta importante escolha, que é dividir sua vida com outra pessoa!
Portanto, se você está vivendo uma situação dolorosa, sentindo-se traído, tendo descoberto um erro e uma mentira de seu parceiro, acredite: não existe uma resposta certa e uma resposta errada que sirva para todas as relações.
Para decidir se você vai perdoar ou não, se vai continuar ou não nessa relação depois do que aconteceu, sugiro que você se faça algumas perguntas fundamentais e tente responder com o coração, baseando-se naquilo que sente de mais real, de menos contaminado pela raiva ou pela dor que, provavelmente, queima dentro de você!
- Apesar desse erro, o que existe de bom e que vale a pena nesta pessoa e nesta relação?
- Você gostaria de dar a si mesmo a chance de tentar fazer dar certo mais uma vez?
- Quanto você consegue reconhecer de seu nisso tudo. Ou melhor, você também comete erros. Quanto consegue compreender o que o outro fez a partir dessa autopercepção?
- Saiba: você pode conseguir perdoar, mas esquecer só será possível se você vier a sofrer algum tipo de perda de memória que apague esse acontecimento de seu cérebro. Caso contrário, essa lembrança continuará viva como a de qualquer outra ocasião relevante de sua vida. Você vai precisar aprender a lidar com ela!
- Ao fazer um balanço, caso descubra que as dores e as mágoas são bem maiores que o respeito, a admiração e a confiança, pergunte-se: o que você está ganhando ao ficar nesta relação? Porque ninguém fica numa situação onde não esteja ganhando absolutamente nada!
Por fim, lembre-se que toda dor e toda raiva vai amenizar com o tempo e que a lucidez tende a ser maior com o passar dos dias. Então, não aja de modo precipitado e nem seja radical ou implacável consigo ou com o outro. Espere até recuperar-se do choque e, somente então, pense no que quer fazer. No final das contas, a vida –incluindo as maiores dores contidas nela– sempre nos oferece aprendizados incríveis e surpresas impagáveis.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Sou pessoa de dentro pra fora
"Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência
e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho
alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me
perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo
ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas
não santa. Sou
pessoa de riso fácil...e choro também!"
domingo, 14 de outubro de 2012
Fazer o bem sem ostentação!
Fazer o bem sem ostentação tem grande mérito. Esconder a mão que dá é ainda mais meritório, é o sinal incontestável de uma grande superioridade moral. Porque, para ver as coisas de mais alto que o vulgo, é necessário fazer abstração da vida presente e identificar-se com a vida futura. É necessário, numa palavra, colocar-se acima da humanidade, para renunciar à satisfação do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que preza mais a aprovação dos homens que a de Deus, prova que tem mais fé nos homens que em Deus, e que a vida presente é para ele mais do que a vida futura, ou até mesmo que não crê na vida futura.. Se ele diz o contrário, age, entretanto, como se não acreditasse no que diz.
Quantos há que só fazem um benefício com a esperança de que o beneficiado o proclame sobre os telhados; que darão uma grande soma à luz do dia, mas escondido não dariam sequer uma moeda! Foi por isso que Jesus disse: “Os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa”. Com efeito, aquele que busca a sua glorificação na Terra, pelo bem que faz, já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve nada; só lhe resta a receber a punição do seu orgulho.
Quem a mão esquerda não saiba o que faz a direita é uma figura que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se existe a modéstia real, também existe a falsa modéstia, o simulacro da modéstia, pois há pessoas que escondem a mão, tendo o cuidado de deixar perceber que o fazem. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados pelos homens, que não lhes acontecerá perante Deus? Eles também já receberam as suas recompensa na Terra. Foram vistos; estão satisfeitos de terem sido vistos; é tudo quanto terão.
Qual será então a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe exige de qualquer maneira testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição ao exaltar o preço dos sacrifícios que suportou por ele? Oh!, para esse, não há nem mesmo a recompensa terrena, porque está privado da doce satisfação de ouvir bendizerem o seu nome, o que é um primeiro castigo para o seu orgulho. As lágrimas que estanca, em proveito da sua vaidade, em lugar de subirem ao céu, recaem sobre o coração do aflito para ulcerá-lo. O bem que faz não lhe aproveita, desde que o censura, porque todo benefício exprobrado é moeda alterada que perdeu o valor.
O benefício sem ostentação tem duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceite um serviço mas recuse a esmola. Converter um serviço em esmola, pela maneira por que é prestado, é humilhar o que o recebe, e há sempre orgulho e maldade em humilhar a alguém. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e habilidosa para dissimular o benefício e evitar até as menores possibilidades de melindre, porque todo choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade. Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis, que põe o beneficiado à vontade diante do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha. O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita.
Apaixone-se
"Apaixone-se por alguém que te ame, que te assuma, te compreenda mesmo na loucura. Apaixone-se por alguém que te ajude, que te guie, que seja teu apoio, teu sonho bom. Que diga "Eu te amo!" com atitudes e não apenas com palavras. Apaixone-se por alguém que converse depois de uma briga, reconhecendo o erro e pedindo desculpas com o coração. Apaixone-se por alguém que sinta sua falta e precise de você sorrindo... "
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Disse...
Disse um poeta um dia que a vida é a arte dos encontros, embora haja tantos desencontros pela vida.
Eu me encontrei em teus desencontros e
te encontrei em meus desencontros.
Mas nada é por acaso nada é sem razão e no tempo certo, na hora certa fomos libertados das cadeias da solidão.
Hoje somos livres, libertos pelo amor que nos um une desde o sempre até o FIM.
Eu me encontrei em teus desencontros e
te encontrei em meus desencontros.
Mas nada é por acaso nada é sem razão e no tempo certo, na hora certa fomos libertados das cadeias da solidão.
Hoje somos livres, libertos pelo amor que nos um une desde o sempre até o FIM.
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagens populares
-
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo . P...
-
Sinto-me uma desconhecida neste mundo repleto de interesses... As pessoas já não são como eram antigamente, já não tem os mesmos sonhos, as...
-
Solidariedade , ora aí está um conceito que pode ser interpretado de muitas formas, dependendo de pessoa para pessoa. Solidário é aquele qu...
-
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada,veste-se bem ...
-
Vivo em eterna busca pela sabedoria, aprendo cada vez mais com pessoas e situações, recebo todo dia informações na minha mente através de li...
-
Olhe para o próximo e enxergue nele o seu reflexo. Cada um à sua volta reflete algo de você mesmo. Preste atenção a quem lhe desagrada, po...
-
Que tipo de professores ainda se procuram para trabalhar com crianças que necessitam de uma atenção diferenciada? Aquela que sabe que b+a é...
-
Por Marília Emmendörfer O que o ser humano sabe fazer de melhor?Reclamar da vida e criticar as atitudes dos outros são coisas que o ser hu...


