domingo, 7 de abril de 2013

Tem alguma coisa errada com o coração das pessoas... O que será?!

Rosana Braga

Impressionante como as pessoas estão confusas, perdidas e sem saber como agir quando o assunto é amor, relacionamento, fidelidade, comportamento masculino, feminino, enfim, quando o assunto passa pelo coração...
Recebo muitas – muitas mesmo – mensagens de mulheres e (acreditem!!!) de homens que se sentem decepcionados, expressando sua imensa vontade de desistir de procurar alguém interessante, porque estão cansados de buscar e não encontrar. Ou pior, de caírem sempre em desencontros, em relacionamentos vazios, rasos, mascarados, cheios de problemas, desentendimentos e desafetos...
Parece que algo muito grave anda acontecendo. No entanto, acredito que para termos chegado a este ponto, onde homens e mulheres sentem-se constantemente insatisfeitos, procurando maneiras (cada qual como sabe melhor fazer) de compensar suas carências e até a raiva por não conseguirem ser feliz nos relacionamentos, é porque há um motivo anterior, um ponto a ser observado que antecede toda esta confusão...
A ala das mulheres tenta se defender alegando que os homens traem com uma freqüência muito maior que elas. Assim, declaram guerra contra os cafajestes... Já a ala masculina insiste em dizer que as mulheres não são confiáveis, são interesseiras, cobram demais ou são mal-humoradas... 
Enfim, parece que há uma confusão generalizada, que destrói sonhos, desejos, amores, boas intenções e possibilidades de encontros que nos acrescentem e nos conduzam à tão almejada evolução. É isso: parece que os relacionamentos deixaram de ser sagrados, não no sentido de perfeitos, mas no que se refere a algo onde se pode investir mais, entregar-se mais, dar mais, aprender e crescer mais...
E o mais intrigante é que ambos – homens e mulheres – buscam exatamente a mesma coisa, embora acreditem que não, embora tenham a impressão de que se tornaram lutadores de idéias antagônicas, de objetivos absolutamente diferentes. 
Portanto, a questão é: por que embora desejemos a mesma felicidade, o mesmo relacionamento, a mesma satisfação, tudo o que temos conseguido é decepção e desilusão?!? Como podemos promover encontros válidos e mais duradouros? Como podemos estabelecer maior confiança e disponibilidade entre os sexos e suas diferenças? 
Sim, porque cada um tem o seu jeito de amar, de se doar, de compreender o amor e seus parâmetros de convivência. 
Sei que é difícil entender o comportamento dos homens quando se é uma mulher... e vice-versa. Mas, de verdade, penso que as diferenças devam ser mais amorosamente acolhidas e menos – muito menos – julgadas e criticadas.
Em vez de desperdiçarmos toda a nossa energia e o nosso tempo justificando nossa insatisfação a partir do comportamento do sexo oposto, que tal nos voltarmos mais para nós mesmos e simplesmente fazermos a nossa parte? 
Do que estou falando? Simples! Estou sugerindo que você demonstre exatamente o que quer, que aja conforme seus objetivos, que deixe no armário as suas máscaras, os seus jogos, o seu desejo de parecer independente, auto-suficiente, completamente livre para ser feliz sem o outro. Ter auto-estima é fundamental, mas quando a gente levanta uma bandeira do tipo sou feliz sozinho e não preciso de você!, a gente termina assustando e afastando as pessoas. 
Entretanto, todos esses sentimentos – solidão, tristeza, indignação, desejo de se relacionar, muita vontade de dividir segredos, alegrias, cobertor e até problemas – ficam camuflados em sorrisos falsos que lotam as danceterias, os bares, as festas, os cinemas e demais lugares que você possa imaginar... Ou seja, a linguagem não está clara, os desejos estão maquiados, as carências estão disfarçadas... e nos esquecemos de que as pessoas só enxergam na gente o que a gente mostra... Então, tudo o que um vê no outro é um imenso engano! E os encontros se tornam enganos... e o amor, infelizmente, tem se tornado o maior deles... 
Sugiro mais exposição, mais transparência, mais coragem de ser quem você é, com seus medos, seus desejos e sua vontade de amar e ser amado. Sugiro que você seja mais coerente consigo mesmo, que mostre seus sentimentos e se assuma, mesmo sabendo que isso não é, em princípio, garantia para encontrar o grande amor da sua vida neste próximo final de semana.
Acredite no ritmo da vida e faça a sua parte, sem ficar vestindo essa fantasia de mulher-independente-e-auto-suficiente ou de homem-viril-macho-pega-todas... Sem essa de que o amor já era! Nunca estivemos tão carentes, tão sedentos de um simples cafuné, de um olhar mais demorado, de uma palavra mais carinhosa, de um abraço mais sincero...
Assuma-se e seja mais feliz!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Divórcio


Não estou fazendo apologia ao divórcio nem nada, acredito em família, em casamento e em companheirismo e me sinto vocacionada a casar novamente. Mas olhado ao redor vejo muita gente vivendo sem amor por aí, vivendo no comodismo, vivendo acompanhada por medo de ficar só, por medo de enfrentar a vida sozinha, por medo dos obstáculos. Financeiramente falando não é fácil, quando você divide todas as despesas e depois ao separar tem que pagar tudo sozinha, mas é tudo questão de adaptação. Tem gente que mendiga amor, tem gente que nem luta para ter uma relação mais afetiva, legal, romântica, vai levando com a barriga, tem um medo pavoroso do novo, da vida, dos entraves. E tem medo até de exigir ou lutar por um casamento mais digno, mais respeitoso, mais feliz é como se o melhor para a família botasse em xeque o parceiro a ponto dele desistir e ir embora.
Tem muita gente que não ama nem a si mesmo, fica rodeando argumentos para se estagnar. 
Acho estranho se anular assim, acho estranho a pessoa não lembrar que existia e era feliz antes daquela pessoa, daquele dinheiro e daquela vida fazer parte da sua. Tem gente que aguenta de tudo, agressões físicas e psicológicas, desrespeito, falta de fidelidade e lealdade. Medo, medo, medo, comodismo, comodismo, comodismo. Ou prisões emocionais das quais não tenho propriedade para falar.

sexta-feira, 8 de março de 2013

O verdadeiro amor

O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção
estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada,veste-se bem e é fã
do Caetano. Isso são só referênciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério,
pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

sábado, 2 de março de 2013

Felicidade Realista (Mario Quintana)



A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O que espera quando você vive esperando...


Não espere que alguém faça algo por você sem receber algo por ela. Não espere amor sem o dar em troca, ou melhor, espere dar muito amor e não recebê-lo da mesma maneira que o espalha. O ser humano é egoísta por natureza, quanto mais espero das pessoas mais me decepciono. Estou aprendendo é difícil, mas não posso ter pena e conter as palavras por pessoas que não aprendem com suas quedas... a vida foi dura comigo, mas eu sou ainda mais, me cobro, me exijo, ser forte e ter capacidade de buscar o que é de melhor pra mim, mesmo que pra isso eu precise me afastar de muitas pessoas e conviver com poucas que acrescentam. Por mais que se esforce  pode ser o suficiente pra você, mas quanto é o suficiente para mim¿ Desconheço o presente, sinto falta do passado e exijo do futuro. Quem realmente precisar de mim que me busque e me encontre, pois estou perdida procurando “pessoas” que ainda existam!

Marí Emmendörfer

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Eduardo Ferraz


Até o lançamento do livro "Estruturas da Mente", do psicólogo americano Howard Gardner, em 1983, para a grande maioria das pessoas, a inteligência era atribuída a pessoas com alto QI (Quociente de inteligência). Gardner confrontou este paradigma, mostrando em seus estudos que as pessoas são habilidosas de diferentes formas, e que nem todos aprendem da mesma maneira. Dentre as inteligências múltiplas apresentadas pelo psicólogo, as que tratam da capacidade do indivíduo se relacionar com as pessoas e consigo mesmo, somadas, resultam no QE, ou Inteligência Emocional.Diferentemente do QI, que muda muito pouco na idade adulta, a Inteligência Emocional pode ser aprimorada. Embora não seja um processo rápido, o primeiro e grande segredo é o autoconhecimento. É preciso que, antes de qualquer coisa, percebamos o efeito que nossos comportamentos estão tendo sobre as pessoas, no ambiente de trabalho, e até mesmo na vida pessoal. Para isso, é essencial que se leve em consideração os feedbacks recebidos, seja de um superior, um subordinado ou de parentes e amigos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sintaxe á vontade

Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
a partir de sempre
toda cura pertence a nós
toda resposta e dúvida
todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
todo verbo é livre para ser direto e indireto
nenhum predicado será prejudicado
nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas
e estar entre vírgulas pode ser aposto
e eu aposto o oposto que vou cativar a todos
sendo apenas um sujeito simples
um sujeito e sua oração
sua pressa e sua verdade,sua fé
que a regência da paz sirva a todos nós... cegos ou não
que enxerguemos o fato
de termos acessórios para nossa oração
separados ou adjuntos, nominais ou não
façamos parte do contexto da crônica
e de todas as capas de edição especial
sejamos também o anúncio da contra-capa
mas ser a capa e ser contra-capa
é a beleza da contradição
é negar a si mesmo
e negar a si mesmo
pode ser também encontrar-se com Deus
com o teu Deus
Sem horas e sem dores
Que nesse encontro que acontece agora
cada um possa se encontrar no outro
até porque...

tem horas que a gente se pergunta...
por que é que não se junta
tudo numa coisa só?
Fernando Anitelli

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Aprendi

Eu aprendi que quando se doa demais não se ganha nada, aprendi que não deve ser boa o tempo inteiro, aprendi que palavras bonitas em horas propicias, podem ser apenas manipulação de sentimentos, aprendi também que o coração é vulnerável e só escuta o que lhe convém e só enxerga o que lhe faz bem.
(tem quem nunca aprenda...)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sinto falta dos amigos


Sinto falta dos amigos...
Falta dos amigos que estão do seu lado nos bons e nos maus momentos;
Falta dos amigos que gostam de você mesmo você estando feia, pobre e
Deprimida;
Falta dos amigos pais, irmão, primos, namorados;
Sinto falta daqueles amigos que não tem pretensão ou interesse de quem você é
E para onde você vai;
Sinto falta daqueles que mesmo errando ou acertando não irão nos julgar, pois tem consciência de que todos estamos na mesma busca;
Onde estão aqueles amigos em que na nossa infância nos admiravam por subir num pé de goiaba só para apanharmos aquela que estava mais no alto, aqueles que não nos julgavam por nossos gostos e nossas idéias e nossas roupa, aqueles que nos abraçavam depois do pega-pega mas a alegria era tanta que não sentíamos nem o cheiro do suor...que nas horas em que apanhávamos era feito um plano de fuga, onde sempre desistíamos.
Crescemos e percebemos que os bons momentos e os bons amigos vão embora junto com nossa infância e os poucos que vão surgindo no nosso caminho não são tão amigos como um dia tínhamos em nossa infância.
Percebemos que esse fazem distinção, que se preocupam com quem você anda e qual sua grife favorita; Qual o seu carro, sua profissão, seu estado civil este é o valor de quanto você terá que pagar para ter uma boa amizade(boa mas não verdadeira).
Amigos de verdade não julgam, tentam te compreender!

Marília Emmendörfer


sábado, 19 de janeiro de 2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A vida é feita de escolhas.

A vida é feita de escolhas.
Escolhas que muitas vezes não queremos fazer, mais que são necessárias.
Abrir mão de um relacionamento que você lutou tanto para conseguir, que o sentimento ainda está no auge, que teu coração implora para que você mude de idéia, mas dessa vez a razão tende a prevalecer.
Escolhas que não te trazem arrependimento, mais uma enorme vontade que tudo tivesse sido diferente.
Escolhas que machucam, onde lágrimas durante um bom tempo vão ocupar o lugar de sorrisos.
Escolhas que você sabe que vão te fazer bem mais na frente, mais no momento você só consegue pensar em uma maneira de aliviar a dor que está sentindo.
Escolhas que você pensava que nunca seriam necessárias fazer, pois você se julgava forte e madura o bastante para suportar qualquer coisa. Mas quando se arrisca, é que você percebe o quanto você ainda precisa amadurecer, mais que forte você sempre foi e seguro para tomar qualquer decisão.
Escolhas que vão te trazer muitas lembranças ao ouvir uma música, ver uma foto, ler uma simples mensagem, ver a cena de um filme, passar por um lugar especial, ver um casal e bater aquela saudade e você ter que suportar.
Mas sempre ter consciência de que são simples lembranças, que as coisas aconteceram quando e como tinham que acontecer e o melhor, foram vividas intensamente.
Pessoas e momentos se vão, e que bom que as lembranças ficam.
Somos frutos de nossas escolhas e nada que fazemos é em vão, sempre temos recompensa.

 Shirley Costa Araújo

domingo, 6 de janeiro de 2013

Jamais peça...


Jamais peça para alguém amá-lo.
Jamais peça para alguém admirá-lo.
Amor, admiração, bem como respeito, são construídos sem pressão, no solo insubstituível da liberdade. Encante as pessoas que o rodeiam, surpreenda-as com atitudes inesperadas, diga palavras que nunca expressou. Amor e admiração são frutos espontâneos das janelas mais intimas que construímos na mente dos outros.
(Augusto Cury)

Não espere as pessoas te amarem, simplesmente ame-as! Não espere ser escolhida, escolha! Não espere alguém ter orgulho de você, orgulhe-se de você! Ninguém entra na minha vida se não for escolhida por mim!
(Marí Emmendörfer)

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