quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ALGO SOBRE HIPOCRISIA E FALSIDADE por Marcial Salaverry


Essas, com certeza, são palavras muito feias, e atitudes piores ainda.  Infelizmente muita gente ainda se vale dessas armas para subir na vida, para conseguir suas vitórias.
Pessoas hipócritas, parece que trazem a falsidade estampada na face.  Não é muito difícil reconhecê-las,  são aquelas que pela frente, sempre se desmancham em elogios, dizendo que você é a mais linda e inteligente das criaturas, que lhe adora e muito adimira, mas pelas costas, é só "pichação", criticando sua maneira de andar, de vestir, de se portar.  Certamente quando é você o interlocutor (a), é alguma outra pessoa que é "isso e aquilo". Adoram falar mal dos outros, e infelizmente, tipos assim, conhecemos às dúzias, e são tão explícitos, que chegam  a ser inofensivos, pois tantas   já fizeram, que todos já conhecem sua maneira mesquinha de ser, e deixam que fale à vontade, inclusive debochando na própria cara.
Nesse caso, o hipócrita não percebe que está sendo ridicularizado, pois julga-se muito esperto, e que ninguém percebe suas tramóias.
Por vezes, as coisas seguem por outros rumos.  Existem pessoas que não hesitam diante de nada para conseguir alguma vantagem, conquistar alguém que já está namorando alguém, por exemplo, ou até mesmo a simples simpatia de outra pessoa, ou um emprego cuja vaga está preenchida, enfim, um sem número de situações em que a ação dessas erva-daninha é notada.    Sempre com atitudes baixas e inconvenientes.
Para satisfazer seus interesses mesquinhos, não hesitam em inventar histórias sobre quem está atrapalhando seus desejos.  São capazes de caluniar até as pessoas mais amigas.
São pessoas que, no final das contas, são dignas de pena, pois quando a trama é deslindada, fica com a cara no chão, e o que é pior, sem a amizade de ninguém mais, pois todos ficam conhecendo sua falta de caráter, e logicamente, o afastamento é geral.
Infelizmente esse tipo de gente passa pela vida, mas não vive.  Preocupam-se tanto em como derrubar os outros, em como prejudicar alguém, que se esquecem de viver a própria vida, de tentar conseguir as coisas por méritos próprios.
É tão mais gratificante você chegar a um objetivo, e ver que fê-lo limpamente, com seu próprio esforço, sem precisar usar de artimanhas, sem prejudicar quem quer que seja.
Digam-me se não é muito melhor assim, do que usando subterfúgios, "passando por cima" de amigos, prejudicando pessoas...
Porque é exatamente isso que fazem as pessoas hipócritas.  Torcem fatos reais, distorcem verdades para seus objetivos serem atingidos, são pessoas invejosas e despidas de qualquer escrúpulo, não merecendo nada  além de uma certa dose de pena, pois no fundo sofrem com o sucesso alheio, e como não tem competência para "chegar lá", desesperam-se com isso e, como não conseguem subir, o que tentam, é "trazer" o outro para seu nível.
Por vezes são pessoas perigosas, pois até que a verdade venha à tona, muita lama já correu, e reputações são colocadas em xeque.
Problemas muito sérios já foram causados por essa atitude mesquinha e safada.

Pessoas que não hesitam em prejudicar um trabalho feito por outros, com  muito sacrifício, apenas para satisfazer sua vaidade pessoal. E para tanto tramam  pelas costas de quem está atrapalhando seu objetivo (pelo menos é o que sua mente tortuosa acha) e, ao invés de procurar um acôrdo, um acerto de contas, simplesmente usam dos meios que eventualmente tenham em mãos, como o poder financeiro por exemplo, para forçar outras pessoas, de caráter igualmente fraco, a apoiá-lo, e pronto, por vezes eis um trabalho bonito  jogado por terra, apenas para atender a objetivos espúrios e hipócritas.

sábado, 27 de outubro de 2012

Maturidade

Os anos que passam não nos envelhecem; amadurecem. A maturidade traz serenidade, confiança e também alguns questionamentos. Avaliamos nossas atitudes, pensamos se fizemos tudo o que pudemos ou deveríamos. Algumas coisas que antes eram importantes, hoje, já não são mais. Buscamos mais o sossego, perdemos algumas ilusões, substituímos interesses por momentos de um prazer mais comedido. Tudo isso faz parte da nossa jornada pela vida e é natural. Mas precisamos estar atentos. Não é porque os anos passam, que a alegria tem que passar com eles. Enquanto a idade avança, devem avançar também nossas esperanças e anseios. Não perder o bom-humor, a descontração e a alegria são meios de manter sempre a juventude, porque o espírito nunca envelhece, embora, em essência, já seja bastante velho. Jovialidade é um atributo da alma que encara a vida com alegria e sabe sorrir para si mesma. Sejamos todos assim, sempre.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Traição, Perdão...


Rosana Braga

O dito popular afirma: quem nunca foi, está sendo ou um dia será! Mas eu, particularmente, não considero a traição tão inevitável assim! Além do mais, como se trata de uma situação que não depende de nosso controle, melhor mesmo é se concentrar em possibilidades pessoais.

E tem mais: antes de entrar na grande questão, sobre perdoar ou não perdoar, vale esclarecer melhor o conceito. Trair é, por definição, enganar o outro. Ou seja, é fazer o outro acreditar que você age de uma determinada maneira quando, na verdade, age de outra! Portanto, o grande problema da traição não é exatamente com quem você está ou não, quem você beija ou com quem você transa, mas, sim, o fato de estar mentindo e enganando algum ou alguns dos envolvidos nessa trama amorosa.

Pra esclarecer melhor a minha teoria, vou contar o que sempre digo a um amigo que defende a traição. Ele é casado e sai com outras mulheres. Dependendo do caso, chega a ficar longos meses com a mesma mulher, embora mantenha sua vida amorosa com a esposa e dê escapadas extraconjugais e extra-amante fixa.

Ao abordarmos o assunto, sempre deixo claro que não concordo com a atitude dele. E ele argumenta: essas relações paralelas são apenas diversão, e terminam fazendo bem à minha relação. Fico mais tranqüilo e mais carinhoso com a minha mulher!

Pois muito bem! Como não quero entrar no mérito da questão, abordando detalhes do relacionamento dele, procuro ser prática e objetiva: se você está sendo sincero comigo e realmente acredita que não há nada de errado em manter relações paralelas, então, por que precisa mentir para sua esposa? Diga isso a ela, defenda a sua teoria e explique por que age dessa forma. Convença-a dos benefícios e seja verdadeiro. Ao menos, assim, ela saberá quem você é realmente e poderá escolher se quer continuar com você ou não!

Mas vou um pouco adiante! Além disso, se você realmente acredita que esse tipo de comportamento faz bem à relação, então, suponho que não se importaria se ela fizesse o mesmo. Ou seja, se saísse com outros homens para se divertir, tornando-se mais tranqüila e carinhosa com você!.

Mas, estranhamente, ele sempre retruca: De jeito nenhum! Se descobrir que ela me trai, está tudo acabado!. E, assim, sinto-me ainda mais propensa a reafirmar: o que mais importa numa relação não é o fato de jamais ter cometido um erro ou jamais ter magoado o outro. Isso, sim, é inevitável, considerando o grau de envolvimento, entrega e intimidade que permeia um relacionamento amoroso.

O que mais importa é a coerência entre o que você diz e o que faz. É o nível de verdade que existe naquilo que você está se propondo a viver. É o comprometimento que cada um dos envolvidos tem com cada detalhe desta importante escolha, que é dividir sua vida com outra pessoa!

Portanto, se você está vivendo uma situação dolorosa, sentindo-se traído, tendo descoberto um erro e uma mentira de seu parceiro, acredite: não existe uma resposta certa e uma resposta errada que sirva para todas as relações.

Para decidir se você vai perdoar ou não, se vai continuar ou não nessa relação depois do que aconteceu, sugiro que você se faça algumas perguntas fundamentais e tente responder com o coração, baseando-se naquilo que sente de mais real, de menos contaminado pela raiva ou pela dor que, provavelmente, queima dentro de você!

- Apesar desse erro, o que existe de bom e que vale a pena nesta pessoa e nesta relação?
- Você gostaria de dar a si mesmo a chance de tentar fazer dar certo mais uma vez?
- Quanto você consegue reconhecer de seu nisso tudo. Ou melhor, você também comete erros. Quanto consegue compreender o que o outro fez a partir dessa autopercepção?
- Saiba: você pode conseguir perdoar, mas esquecer só será possível se você vier a sofrer algum tipo de perda de memória que apague esse acontecimento de seu cérebro. Caso contrário, essa lembrança continuará viva como a de qualquer outra ocasião relevante de sua vida. Você vai precisar aprender a lidar com ela!
- Ao fazer um balanço, caso descubra que as dores e as mágoas são bem maiores que o respeito, a admiração e a confiança, pergunte-se: o que você está ganhando ao ficar nesta relação? Porque ninguém fica numa situação onde não esteja ganhando absolutamente nada!

Por fim, lembre-se que toda dor e toda raiva vai amenizar com o tempo e que a lucidez tende a ser maior com o passar dos dias. Então, não aja de modo precipitado e nem seja radical ou implacável consigo ou com o outro. Espere até recuperar-se do choque e, somente então, pense no que quer fazer. No final das contas, a vida –incluindo as maiores dores contidas nela– sempre nos oferece aprendizados incríveis e surpresas impagáveis.
 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sou pessoa de dentro pra fora

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"Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!"


domingo, 14 de outubro de 2012

Fazer o bem sem ostentação!


 Fazer o bem sem ostentação tem grande mérito. Esconder a mão que dá é ainda mais meritório, é o sinal incontestável de uma grande superioridade moral. Porque, para ver as coisas de mais alto que o vulgo, é necessário fazer abstração da vida presente e identificar-se com a vida futura. É necessário, numa palavra, colocar-se acima da humanidade, para renunciar à satisfação do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que preza mais a aprovação dos homens que a de Deus, prova que tem mais fé nos homens que em Deus, e que a vida presente é para ele mais do que a vida futura, ou até mesmo que não crê na vida futura.. Se ele diz o contrário, age, entretanto, como se não acreditasse no que diz.
            Quantos há que só fazem um benefício com a esperança de que o beneficiado o proclame sobre os telhados; que darão uma grande soma à luz do dia, mas escondido não dariam sequer uma moeda! Foi por isso que Jesus disse: “Os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa”. Com efeito, aquele que busca a sua glorificação na Terra, pelo bem que faz, já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve nada; só lhe resta a receber a punição do seu orgulho.
            Quem a mão esquerda não saiba o que faz a direita é uma figura que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se existe a modéstia real, também existe a falsa modéstia, o simulacro da modéstia, pois há pessoas que escondem a mão, tendo o cuidado de deixar perceber que o fazem. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados pelos homens, que não lhes acontecerá perante Deus? Eles também já receberam as suas recompensa na Terra. Foram vistos; estão satisfeitos de terem sido vistos; é tudo quanto terão.
            Qual será então a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe exige de qualquer maneira testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição ao exaltar o preço dos sacrifícios que suportou por ele? Oh!, para esse, não há nem mesmo a recompensa terrena, porque está privado da doce satisfação de ouvir bendizerem o seu nome, o que é um primeiro castigo para o seu orgulho. As lágrimas que estanca, em proveito da sua vaidade, em lugar de subirem ao céu, recaem sobre o coração do aflito para ulcerá-lo. O bem que faz não lhe aproveita, desde que o censura, porque todo benefício exprobrado é moeda alterada que perdeu o valor.
            O benefício sem ostentação tem duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceite um serviço mas recuse a esmola. Converter um serviço em esmola, pela maneira por que é prestado, é humilhar o que o recebe, e há sempre orgulho e maldade em humilhar a alguém. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e habilidosa para dissimular o benefício e evitar até as menores possibilidades de melindre, porque todo choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade. Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis, que põe o beneficiado à vontade diante do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha. O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita.

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