No tempo em que os bichos falavam era comum vê-los manifestando sensações, desejos, paixões e até ambicionassem o convívio com os humanos.Como estes,tinham inteligência, força e se comportavam como se seres humanos fossem.
Foi nessa época que um leão se apaixonou por uma linda senhorita da aristocracia européia, muito cortejada pelos rapazes da sociedade.
O leão apaixonado, temendo a concorrência, foi logo pedir a mão da amada em casamento. O pai da jovem ambicionava para a filha um casamento convencional, um rapaz da mesma espécie, que não causasse tamanha estranheza. Prudente e sábio, apesar de assustado, entendeu que diante das circunstâncias melhor seria negociar.O “fruto proibido” tem sempre o melhor sabor.
Com simpatia,aceitou a proposta do leão,porém,apesar de a apreciar, receava que sua filha fosse ferida por suas garras e dentes afiados.
O pretendente, num gesto impensado, cego pela paixão,permitiu que lhe cortassem as garras e lhe serrassem os dentes.
Insensato leão! Sem as garras e sem os dentes afiados, viu-se desprovido das próprias armas quando atacado por um bando de cães!
Moral da história
Nas relações humanas, muitas vezes nos anulamos com intenção de agradar, perdemos o nosso valor como pessoa e com intenção de nos mostrarmos como o ser amado espera, disfarçamos a verdade. Colocamos-nos em segundo plano, perdemos a dignidade e caímos na autodesvalorização.
O correto é mostrar-se ao outro tal como é, sem máscaras e subterfúgios, como pensa, como sente e como age. Ganhará mais força interior, segurança, auto-estima e respeitabilidade.




